sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Uma pequena pausa nas férias

Férias! Será que existe algo melhor que isso? Eu acho que não. Costumo dizer que férias é igual sexo, mesmo quando é ruim, é bom. No meu caso posso dizer que essas férias estão um pouco aquém do que eu queria e pior, não sei dizer a razão disso. O que sei é que não consigo descansar plenamente e fico no que chamo de constante agitação. Continuo estressado no trânsito, continuo impaciente em casa, continuo com aquela sensação que sentimos no último dia das férias, aquela sensação terrível que o melhor já passou e que vai começar tudo novamente, mas no caso de ser o último dia, até seria compreensível, o problema é que não é! Ainda falta muito!

Mas o que será isso? Por que essa ansiedade? Não sei mesmo, mas acredito que seja o fato de ver mais um ano passar e nada mudar em alguns pontos da minha vida. Mas por que precisamos que as coisas mudem? Será que não podem ser iguais, até porque em muitos casos, fazer mais do mesmo, pode ser uma boa, não pode? Mas então porque nos culpamos e nos comparamos a outros indivíduos? Acho que no fundo isso é assim com todo mundo, criamos na nossa cabeça o perfil ideal, o estereótipo de uma pessoa que deve ser feliz na sua plenitude, como um cara rico, famoso, bem sucedido, etc. Mas no fundo, essas pessoas sentem o mesmo que todos nós. Parece conformismo e na verdade acho que é mesmo. Afinal mesmo sabendo de tudo isso, continuo com a sensação de frustração e que no meu caso, acredito que seja apenas por conta do lado profissional, pois não consigo alavancar minha carreira da forma que gostaria e óbvio, me culpo por isso. 

Sabendo disso, fica ainda pior não conseguir aproveitar algo tão bom como as férias, afinal em todos os demais setores da vida me sinto um privilegiado. Enfim, a busca pela tranquilidade e o equilíbrio continua firme e forte. É verdade, desisti de ficar um tempo em um mosteiro depois que um amigo me passou um blog com a descrição detalhada de uma pessoa que fez um retiro de 4 dias. Foi traumático e olha que era de uma professora de Yôga! Acho que definitivamente não é para mim. Porém, hoje dei uma pequena pausa nas férias para fazer um curso de 8 horas sobre inovação, onde mais precisamente o tema era: “Despertar para a Inovação”.  E acho que o curso mesmo tendo um outro propósito, acabou me ajudando.

O curso foi muito bom e passou algumas “visões” interessantes, mas o mais importante é saber que não tem uma regra ou um processo definido para Inovar. Passamos por conceitos e alguns trabalhos em grupo (uns mais interessantes, outros menos) e muita discussão em grupo. Óbvio que em um curso de inovação apareceram nomes como Steve Jobs e Henry Ford que em seus tempos inovaram ou no caso da Apple, continua inovando.

Falamos de Realidade Subjetiva e Realidade Objetiva. Discutimos muito que temos insights a todo o momento e que muitos destes se transformam em idéias, mas que muito poucos se transformam em algo de fato. Entendi isso também como um recado de que não adianta só pensar e falar, é preciso fazer acontecer.Nessa linha, passaram alguns vídeos que achei interessante dividir.


Um deles mostra claramente que precisamos muitas vezes de uma pequena ajuda do “destino” para conseguir inovar, como é o caso da Janet Echelman...


 ... Ou o video do Steven Jonhson chamado Where Good Ideas Come From que também achei muito bom.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Recordar é viver

Durante muito tempo da minha vida frequentei as cadeiras numeradas do estádio do Canindé, aliás, foi lá que aprendi a amar o futebol e principalmente a Portuguesa. Como muitos garotos, tive minha influência para passar a torcer pela Portuguesa. A grande maioria vai atrás do time do pai ou em poucos casos no da mãe. O meu foi um pouco diferente, se seguisse meu pai acho que torceria pelo “Bill Gates Futebol Clube” ou algo desse tipo, afinal, meu pai adora computador e não sabe nada de futebol. Nada mesmo!

Então quem foi o responsável por me dar tal “prazer”?  Bom, foi meu avô e por muito tempo eu ia ali, do seu lado, nas cadeiras, onde sem dúvida se tem a melhor visão do campo, mas que também é fato, falta vibração. Na medida em que ia crescendo, foi me dando mais e mais vontade de descer e ver os jogos da arquibancada, junto da torcida, gritando e pulando. Sem dúvida que isso não demoraria a acontecer.

Passei a ir a alguns jogos chamados de “alto risco” como Palmeiras, São Paulo, Santos e Corinthians, sempre à paisana (imposição do vovô e da mamãe, tsc, tsc, tsc). Definitivamente eu não gostava, afinal, qual a graça de ir ao jogo e não demonstrar sua paixão, suas cores... Definitivamente eu estava errado e somente hoje sei disso, mas vai explicar para um garoto de 15 ou 16 anos. Na época, passei a ir aos jogos com meus primos, mais velhos que eu e sempre de camisa, com bandeiras para fora do carro, não importando o jogo e se éramos ou não minoria (quase sempre). Definitivamente coisa de garoto e como tudo na vida, um dia passa...

De lá para cá, nunca mais tinha ido para as cadeiras e todas as vezes que ia ao Canindé, meu avô subia para sua cadeira e eu e meu primo (desta vez um primo mais novo) íamos para a arquibancada, mesmo não ficando mais no meio da torcida organizada (outra coisa que deixou de fazer sentido para mim, mas respeito muito quem gosta) e meu avô ali, sozinho nas cadeiras.

Bom, hoje, plena terça feira, dia de aula... ops, aula? É, dei mais um balão, mas foi por uma boa causa, juro! Meu avô ficou quase 4 meses sem ir a um jogo (vida mansa, passa 3 meses em Portugal e 9 no Brasil todos os anos e não sabe mais o que é inverno) e me pediu com olhar triste no sábado quando chegou se eu iria no jogo. Eu até ia dizer que tinha aula, mas fazer isso com meu avô? Não podia! Então, lá fomos nós.



Dessa vez resolvi subir para as cadeiras com ele ou como costumo brincar com amigos, fui para a “torcida de açúcar”. Cheguei e fiz questão de registrar o momento...



... Aliás, foram dois momentos, pois ao nosso lado estava o fenomenal maestro (torcedor da Lusa fanático) João Carlos Martins que eu já tinha tido o prazer de cumprimentar algumas vezes, mas desta vez, com uma câmera na mão e um blog, resolvi registrar... 



Bom, o jogo foi bom, até porque, o resultado foi 3x0 para a Lusa, mas mesmo sem a vibração da arquibancada, confesso que vibrei muito o primeiro gol, como poucos até hoje. Jogo truncado, muitas chances para fazer e a bola não entrava, um ou outro contra ataque do Goiás e que se não fosse a ruindade dos atacantes, podíamos até ter saído tomando o primeiro gol, um juiz e uma bandeirinha que pelo amor de Deus, ridículos... Foi então que no último lance do primeiro tempo, um bate rebate na área e a bola entrou, alívio total! Preciso ver o lance pela TV, porque na hora achei que estava impedido, enfim...

Depois, um segundo tempo morno e que só esquentou depois do segundo gol da Lusa, já passados 25 minutos. Aí, para sair o terceiro foi tranquilo. No final, 3 foi até pouco.



Apenas duas observações. Primeira, o Jorginho (técnico) tem coragem, mais uma vez deixou o time com apenas um volante (quando Ferdinando machucou e entrou Ivo) e meteu o time para cima. Segundo, como jogou bola o Luis Ricardo (atual lateral direito), só não fez gol, mas no quase ficaram uns 3, um deles, driblando o time inteiro do Goiás em diagonal, saindo da lateral. Ia ser uma pintura! Uma pena!

No final, o que ficou foi a sensação de ter passado um dia para recordar e guardar na memória, sem dúvida um dia especial e diferente!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Apenas ser diferente é suficiente?

Antes de começar a falar o que penso, vou tentar modificar um pouco e colocar de outra maneira. Quero iniciar esse post parabenizando a equipe de Marketing da Associação Portuguesa de Desportos que, além de lançar o projeto de Sócio Torcedor que cobramos há tanto tempo, fez uma campanha publicitária muito bem produzida, diferente de outros anos, onde a produção foi simplesmente horrível. Estendo esse elogio também a empresa Crânio Filmes, que de acordo com a Newsletter que recebi, foi a produtora dos vídeos.

Como nem tudo são flores, embora tenha adorado os vídeos, sinto muito a falta de uma explicação um pouco melhor sobre a “mensagem” que queremos passar. Usamos sempre o fato de “sermos diferentes”, poucos, especiais... Para representar o que é torcer pela Portuguesa, mas o fato de alguém ser diferente, não significa ser necessariamente uma coisa boa, pode sim ser algo ruim. Entendo que não é o caso quando criamos (clube) uma campanha dessas, mas sinto falta de passar uma mensagem um pouco mais profunda.

Nesse caso, não coloco de forma alguma a culpa na equipe do Marketing, muito pelo contrário, se pudesse dar uma nota para eles, daria sim um DEZ, mas critico sim a diretoria por não passar de forma adequada a diretriz que devemos seguir. A pergunta aqui é, onde queremos chegar com essa campanha? Mostrar o que? Apenas a venda do sócio torcedor? Não podemos aproveitar para mostrar que somos diferentes e para melhor? Não podemos tentar passar que somos um clube de família? Que temos um estádio charmoso e agradável para se assistir a um jogo com tranquilidade e como poucos no Brasil, pronto para receber um pai de família que por vários fatores não leva sua família ao estádio? Por que não chamá-lo para “experimentar” a Portuguesa?

Gostaria muito que além de atrairmos os nossos torcedores para o programa sócio torcedor, conseguíssemos arrastar um, dois, três,... Cem,... Mil outros torcedores de outros clubes para os nossos jogos, mostrando que podemos sim ser um entretenimento bom e de qualidade.

Enfim, nessa critica não vou colocar apenas a diretoria, mas sim todos os conselheiros também, onde me enquadro, pois entendo que algo desse tipo, deveria vir dos poderes do clube e não só do poder executivo. Deveria vir de um planejamento estratégico ou de um plano diretor criado por todo o clube, olhando onde queremos chegar no curto, médio e longo prazo, mas infelizmente, estamos muito longe disso. Espero sinceramente conseguir plantar (eu e meus colegas do grupo Viva Lusa) essa sementinha com o projeto que estamos montando, espero mesmo...

Seguem os vídeos...

 


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Um olho na aula e outro no celular...


Mais uma vez foi dia de aula e também de jogo da Portuguesa. Ultimamente tenho dado prioridade aos jogos, mas desta vez resolvi dar um voto de confiança para a aula, que na verdade seria uma palestra e deixar o jogo um pouco de lado. Eu disse de lado? Bem, não foi exatamente assim.

Cheguei um pouco antes de a aula começar, obviamente que peguei trânsito, afinal em São Paulo não poderia ser nada diferente. A palestra foi dada pelo Marcos Caetano, profissional de Marketing que trabalha no Itaú BBA, colunista do Estadão e ESPN Brasil e agora também comentarista da RedeTv.

Enquanto o palestrante falava das diferenças entre as ligas européias de futebol como a Premier League, as ligas americanas de basquete, soccer, hockey... E comparava com o nosso modelo de futebol, eu estava ali, com um olho na palestra e outro no celular e já mandava para meu primo um sms: “Vai ver o jogo? Por favor, vai me passando as informações...

O M Caetano foi falando e explicando seu ponto de vista e deixou uma frase bastante interessante: “Tamanho da torcida não importa. O que importa é a qualidade do relacionamento que esse torcedor tem com o seu time!”. E deu como exemplo o Flamengo e o Fluminense, onde claramente o Flamengo tem mais torcida, mas o Fluminense tem uma torcida mais elitizada e sabendo aproveitar isso, já seria suficiente.

Nesse momento eu já olhava para o relógio na parede da sala e pensando: “Já deve ter começado o jogo e nada de mensagem, como será que está?”. E o M Caetano continuou e entrou em outro setor que é o de não valorizarmos o espetáculo e o como vendemos mal o nosso produto futebol! 

Pausa... Sinto o celular vibrar no bolso. Olho para o lado onde está meu colega da Lusa. Muito devagar abro e vejo a mensagem simples e objetiva: “Gol do Barueri”. Já estava vendo o time perder a liderança. Agora vai ser só retranca! Devolvo a mensagem “Está jogando mal? Que M...

E o M Caetano continua falando da valorização do produto futebol e como seria interessante termos uma liga criada, beneficiando todos os clubes e não apenas alguns com contratos específicos. Nada diferente do que já critiquei por diversas vezes aqui nesse blog...

Pausa novamente... Celular vibrando é sinal de gol e já penso o pior. Olho para meu colega e abro o celular... “Gooooooooool. Tava na hora, não parava de pressionar. Edno para M Antonio...”. Alívio! Respondo um breve: “UFA!”.

Poucos minutos depois nova pausa, novo mistério e ... “Gooooooooooooool, um belo gol do Edno no ângulo”! Respondo: “Mas está jogando muito mesmo?”.

A resposta é rápida e recebo “Ananias fez o terceiro... Animal, virada animal”. Nesse momento o desânimo por estar na aula e não no jogo toma conta e respondo: “E eu na aula...

Momento de intervalo e estou mais tranqüilo. Meu colega diz. Essa palestra não acaba, eu vou para o jogo. Só pode estar brincando, vai ver 30 minutos de jogo. A desculpa é que vai comer um bacalhau com uns colegas que não vão ao jogo faz muito tempo e que estão com seu primo lá... Tsc, tsc, tsc.

A palestra acaba. Foi boa, com bastante discussão e sem PowerPoint, vejam só! Viu gente, isso também é possível!

Ainda tenho tempo de receber duas outras mensagens antes de escutar o resto do jogo no carro voltando para a casa. A primeira do meu primo dizendo que fizemos mais um. Agora já são 4! E a segunda mensagem de um “amigão do peito” do mesmo grupo que eu dentro da Portuguesa com os seguintes dizeres: “Chupa Cabral, fica na aulinha”. É, olha só o que eu preciso escutar...

E assim mantemos a liderança por mais uma rodada. Agora são dois jogos fora de casa e 3 pontos na frente do segundo colocado. Espero que consigamos manter a ponta da tabela...

Antes de fechar esse post, vale colocar que na semana passada tivemos uma palestra do Prof. João Paulo Medina. Palestra sensacional, mostrando como podemos profissionalizar o futebol e como tudo começou quando ele foi trabalhar no Internacional e criou uma nova maneira de fazer a gestão operacional do clube. Valeu muito! Assim que eu receber a apresentação que ele usou, prometo passar um resumo aqui. Abriu demais minha cabeça...

sábado, 3 de setembro de 2011

Por que a vida é tão complicada?

Essa é uma daquelas perguntas que valem milhões, mas acredito que ninguém tenha a resposta. Mas será que a vida é mesmo tão complicada ou somos nós que transformamos a vida nessa complicação?
Estamos sempre insatisfeitos com alguma coisa, umas pessoas mais e outras menos. Não existe um estado de êxtase por completo. Temos momentos de ansiedade e de frustração e muitas vezes durante um mesmo dia. E desta forma, vamos seguindo a vida.
Enquanto temos saúde, uma família maravilhosa, dinheiro e um trabalho, ou compromisso que amamos (onde o trabalho não é um martírio), encontramos problemas em alguma outra coisa. É o trânsito da cidade que é infernal e olha que tem muita gente que odeia isso com todas as forças. Pode ser o time do coração, que não ganha, que cai de divisão ou até que não ganha um título específico, como uma libertadores (se soubessem o que é não ganhar nada)... Sempre encontramos alguma coisa para ficarmos insatisfeitos.

Se o que falta é um trabalho apaixonante, feito com o coração fica ainda mais difícil ser plenamente feliz. As segundas são duras, penosas, difíceis de lidarmos, mas seguimos em frente. Nesse caso, se além disso tudo ainda nos faltar dinheiro, aí sim a coisa complica, pois trabalhamos muito e pensamos: Não posso ter aquilo que desejo? Que injusto! Seja um novo apartamento, um novo carro, um vídeo game ou até um prato de comida, o que infelizmente acontece com muitas pessoas ao redor do mundo.
Mas o pior de tudo é sem dúvida a questão da saúde, seja conosco ou com algum familiar. Pois dependendo da doença que se tenha, podemos ter um time fantástico para torcer, uma cidade sem trânsito, um trabalho maravilhoso, muito dinheiro e mesmo assim a vida ser complicada. Se somos conhecedores disso, por que então não somos plenamente satisfeitos com vida quando estamos saudáveis? Por que existe tanta gente com depressão? E porque normalmente são pessoas que em tese tem “tudo”? Pois é, por isso essa resposta vale milhões!

Estou tentando, sem êxito até o momento, achar um lugar para fazer um retiro espiritual nas minhas férias, sinceramente acho que estou precisando, mas não encontro, não com o perfil que gostaria. Penso em algo como um mosteiro, onde a paz é o ponto central, um lugar harmonioso, cercado de natureza, sem luxos, disciplinado e principalmente onde temos a oportunidade de ficar em silêncio absoluto e o melhor que se faz é pensar! Mas alguns perguntariam, por quê?  
Simples, preciso encontrar minha felicidade plena ou algo parecido. Acredito que sonhamos com o ideal e ele não existe! Desde a palestra que assisti na empresa do Paulo Astori do Bope, onde ele disse que temos que arrumar tempo para realizar nossos planos, que eu tenho me dedicado demais a diversas atividades, mas infelizmente o tempo é curto e algo precisa ser sacrificado. No meu caso, tem sido meu sono e muitas das vezes o contato com minha família também. Tem semana que não durmo nenhum dia antes da meia noite e olha que acordo cedo. Quem tem filho pequeno sabe do que estou falando!

Enfim, enquanto não encontro o que desejo, seja lá o que for que estou procurando, algumas coisas, por mais simples que possam parecer, vão deixando alguns momentos de felicidade e sobrepõem outros de irritação ou de frustração. Como não podia deixar de ser, no meu caso, o futebol acaba sendo essa válvula de escape (ao menos esse ano está sendo). Ufa, a Lusa abriu novamente 3 pontos e mantém a liderança da série B. Mas não é isso que quero mostrar, mas sim um vídeo que recebi essa semana e que mostra a trajetória do Juventus da Mooca quando conquistou o título da Copa Federação Paulista de 2007. O vídeo é muito bom, embora esteja com uma qualidade ruim, mas mostra como ficaram felizes, pelo menos por um “instante”, alguns torcedores desse time tão fantástico!


Estamos todos nós em busca da felicidade, mesmo que em doses homeopáticas...