Após curtir um jogão como aquele de sexta contra a Ponte, me preparei para acompanhar um outro jogo, mas desta vez sem levar “meu coração junto”. Fui ao Pacaembu no domingo ver o jogo do Corinthians contra o Avaí. Foi dia de visita ao estádio para acompanhar o que chamaram na Federação Paulista de “o dia do jogo” . Marcaram o encontro às 13h30 no portão 23. Mas o jogo estava marcado para começar às 16h. Como em 2h30 conseguiria aprender algo? Desconfiei. Foi então que pedi para o Ricardo que trabalha no Corinthians na organização dos jogos e na venda dos ingressos para acompanhá-lo desde cedo no seu trabalho. Não podia ter acertado mais...
Cheguei ao Pacaembu bem cedo, por volta das 11h da manhã. O clima estava bom, mas tava com cara de chuva. Fiquei ali esperando um pouco, pois o Ricardo teve alguns problemas para resolver antes de ir para o estádio, mas chegou logo na sequência.
Entrei com ele e acompanhei seu trabalho, juntamente com o seu chefe, aparando as últimas arestas e verificando se tudo estava ok. Após cuidar de todos os ingressos (estava quase tudo vendido) ele me levou para sua última checagem antes de abrirem as bilheterias. Demos a volta ao estádio e ele foi ajustando cada detalhe que encontrava. Tudo muito bem organizado. Inclusive, dos problemas que encontrou, quando o Corinthians tiver seu próprio estádio, nenhum deles existirá, porque a organização do Pacaembu, definitivamente não ajuda (sem contar que no dia anterior teve jogo do Santos).
Foi então que me juntei aos meus colegas de turma para acompanhar "o dia do jogo”. Se soubesse que seria apenas uma visita, tinha ficado no escritório acompanhando o trabalho do meu colega (esperava ver como a Federação e o clube organizavam o jogo todo). Não fizemos nada além de entrar no campo, passar pelo vestiário dos árbitros (isso porque entramos errado devido à chuva que começou quando estávamos no campo), pelo setor da imprensa e por último olhar onde se preparavam os policias militares que cuidam da segurança. Simples assim... Seguem algumas fotos.
Sala de Imprensa
Jorge Henrique chegando para o jogo
Time do Avaí chegando ao estádio
Sala de Imprensa e chegada dos jogadores
Depois acompanhamos o jogo da área VIP do estádio onde os ingressos custam R$180,00. Salgado, né? Isso porque vocês não viram a infraestrutura do lugar. Nenhuma! Cadeira apertada, banheiros químicos, pouco espaço para organização dos bares, etc. Mas aí vocês me perguntam, estava vazio, não? Pois é, estava lotado! O Corinthians tem um poder de demanda que faz com que eles cobrem valores bem mais altos que outros times e ainda assim a torcida comparece. Lógico que outros setores são mais baratos, mas eles têm público de todas as “categorias”.
Área VIP (entrada)
Quando começou o jogo, nosso colega Ricardo nos deu um kit (entregue a todos torcedores da área VIP) com lanche, salgado, água, refrigerante e sorvete. Muito bom, pois naquela altura estava morrendo de fome já!
Bom, o jogo começou e com ele comecei a acompanhar algumas coisas interessantes. A primeira delas é que mesmo com o estádio cheio, a torcida do Corinthians canta muito e sempre junta (um único grito). Estão acostumados com o estádio lotado. Um espetáculo interessante...
Um segundo ponto que estava discutindo com meu colega (também torcedor da lusa) é que a torcida do Corinthians é mesmo mal acostumada, porque qualquer lance era pênalti para eles. Nunca vi! Acho que o que aconteceu nos últimos 100 anos influenciou a perspectiva com que olham o jogo, porque é incrível, se dependesse deles teria uns 15 pênaltis por jogo a favor do Corinthians. Juízes acostumaram mal essa torcida ao longo do tempo...tsc, tsc, tsc.
Terceiro ponto foi que com a chuva (dilúvio), alguns torcedores que ficaram na cadeira (R$100,00) e que não é coberta, digamos assim, sofreram um pouco mais com chuva do que outros. A foto e o vídeo falam mais que as palavras...
No final deu Corinthians e, diga-se de passagem, bem merecido, porque o juiz NESSE JOGO não ajudou e ainda atrapalhou e mesmo com um a menos conseguiram virar o jogo e ficar na liderança do campeonato.
Só para não perder a chance de reclamar mais um pouco, na terça agora tivemos palestra de João Zanforlin, atualmente advogado do Corinthians. Foi uma conversa, um bate papo entre “amigos”. Contou vários “causos” do futebol. Quando soube que eu era conselheiro da Lusa, falou alguns contos da Lusa inclusive o teste dos refletores que foi feito durante o dia, o caso do gato que jogaram na caixa de luz para acabar com a força no estádio, entre outros. O cara é de uma simpatia incomum nos dias de hoje, é engraçado, trata todos pelo nome e bastante educado, mas eu ficava o tempo todo pensando: “Se minha Lusa virar contra o Criciúma e for campeã, vou me arrepender pelo resto da vida”. Acabou que não virou e terça estarei no Canindé para soltar o grito de campeão, desta vez matematicamente.
Espero que a Ponte ganhe seu jogo, porque ser campeão sem jogar deve ser chato! Ao menos eu acho, já que nunca me considerei campeão de nada...
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