Ontem foi um dia daqueles na cidade de São Paulo. Uma ventania que derrubou árvores, deixou bairros inteiros sem luz, semáforos desligados, um verdadeiro inferno. Eu saí por volta das seis e trinta do banco e fui para a federação paulista. Saindo da garagem parecia que estava em um simulador de parque de diversões, tamanho era o vento que sacudia o carro. Foi bem fácil chegar à Barra Funda, vocês nem imaginam.
As oito em ponto cheguei ao curso. Cheguei, mas não fiquei, porque a aula havia sido cancelada minutos antes, por falta de quórum e também porque o prédio minutos antes estava sem luz. Pensei comigo, bem que podiam ter avisado, mas mesmo assim, ao menos consigo chegar para ver a despedida do fenômeno, isso, se o trânsito deixar. E olha que deixou, em 30 minutos estava em casa, um verdadeiro milagre.
Expectativa pelo jogo, ou melhor, pela despedida. Coloquei-me na frente da televisão, esperando o término da novela. Por falar em novela, o que será que vai acontecer com o Léo? Ops, estou mudando de assunto... Vamos voltar para a despedida. Sentei-me confortavelmente na cadeira da cozinha. Cozinha? Isso mesmo, cozinha! A TV a cabo de casa resolveu “cair”, juntamente com a internet e eu fiquei assistindo ao jogo no conforto da minha cozinha, em uma TV de 14 polegadas e com a antena coletiva. A imagem é uma maravilha!
De qualquer forma, isso não tirou o brilho e a vontade de ver a despedida do fenômeno. Eu me perguntava a todo o momento, o que será que irão fazer para o Ronaldo? Ele merece tanta coisa, por tudo que fez pelo Brasil e pelo futebol. Deve ser uma despedida de gala, pensei eu. Imagino que outros milhões de brasileiros pensaram o mesmo, inclusive os que estiveram no Pacaembú. É, não foi nada disso. A CBF fez uma despedida para o Ronaldo de forma melancólica, medíocre, infeliz e não fenomenal como ele. Uma pena. Definitivamente, esse gênio da bola merecia muito mais.
Sobre o jogo, os Deuses da bola poderiam ter ajudado um pouquinho, só um pouquinho. Faltou tão pouco para um gol do fenômeno. Foram 3 chances em 15 minutos, mas quis o destino que não tivéssemos gols na sua despedida. Ele deve ter gasto ao longo de toda sua carreira, principalmente em copas, onde é o maior artilheiro da história.
Vai deixar saudades. A camisa 9 do Brasil não sabe quando receberá outro gênio para vesti-la. Principalmente, um que passou por tantas dificuldades e que conseguiu passar por cima de todas elas. Valeu Fenômeno!
Como disse antes, esse texto eu deveria ter escrito ontem, mas a ventania não deixou... Coisas da vida!
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