Podia começar o Post dizendo que o dia foi complicado, que trabalhei muito ou que para variar fiquei fazendo muita apresentação, mas vou desconsiderar essas coisas, afinal, tenho mesmo que olhar o copo meio cheio, mesmo que em muitas vezes, esse copo esteja...digamos, apenas 1/4 cheio. Coisas da vida, afinal, no mundo corporativo de hoje é preciso ser otimista e não pessimista, mesmo que o esse último seja infelizmente taxado assim, sendo que em muitos casos, é um cara realista e não pessimista.
Vocês pensam que a vida de um cara realista é fácil? Nada, é bem complicada. O realista vê coisas que muitos não conseguem ver. Vou falar do meu caso. Tenho uma enorme esperança de trocar de emprego, não porque não goste do atual, mas pelo simples fato de poder trabalhar direta ou indiretamente com Esporte (de preferência com o futebol). Tenho esse sonho e estou indo atrás, mas sei que não vai ser fácil. Tenho uma vida estável, ganho razoável e não tenho experiência no setor, mas ainda assim acredito, mesmo que no fundo tenha algo ali me lembrando o tempo todo de colocar os pés no chão.
Querem outro exemplo? Sei das dificuldades de classificação do meu time e digo a todos que me perguntam que não vou nem escutar os jogos domingo...pura mentira. Sei que estarei ali, morrendo do lado do rádio, isso se não me der os 5 minutos e resolver ir ao jogo. Bom, estou falando de ser realista e não de ser retardado. Se eu fosse realmente realista, saberia que com uma gestão amadora como a da Portuguesa, nem com reza brava ou com muita sorte teríamos chances de ser campeão. Acho que para uma pesssoa ser considerada otimista, realista ou pessimista depende muito do assunto em questão. No final, todo mundo pode ser um pouco de cada...
Vou mudar de assunto, afinal, tive mais 2 aulas hoje. Para ser mais exato, tive uma aula e uma palestra. A aula foi de Planejamento Estratégico, aquilo que passa longe dos clubes brasileiros hoje. Acho que nenhum deles deve ter um, mas se por acaso tiver, basta perder um jogo importante para rasgar o planejamento e começar a fazer as coisas pelo impulso ou modificar tudo que tinha sido planejado. Até quando conduziremos nosso futebol sem planejamento? Pergunta difícil de responder.
A palestra foi sobre violência, torcida e exclusão. Foi dada por um antropólogo que fez comparativos entre torcedores do Brasil e de países do exterior, comparou as rivalidades existentes no futebol, falou da forte ligação cultural do brasileiro com o futebol, entre outras coisas. Um dos pontos comentados por ele e que eu concordo plenamente diz respeito ao futuro tomado com o racha do clube dos 13. Isso não só vai gerar um prejuízo ao futebol brasileiro no futuro (já havia comentado sobre isso), como vai gerar ainda mais violência, pois estamos aos poucos deixando o "poder" do futebol nas mãos de poucos clubes e com isso teremos ainda mais violência, pois é o que podemos chamar de "exclusão do restante". Como fica o sentimento de um torcedor excluído? Tenho que dizer, concordei com ele...
Penso que o futebol brasileiro se seguir nessa linha, terá no máximo 5 ou 6 grandes clubes e nada diferente disso. Funciona assim em todos os países do Mundo, no Brasil só é diferente porque temos os regionais (não sei por quanto tempo) que "criaram" grandes times em muitas regiões do país. A meu ver, em um futuro próximo (de 10 a 20 anos), teremos uma enormidade de clubes que antes eram grandes, se tornando médios e os que antes eram médios, se tornando pequenos (caso que infelizmente enquadro a minha Portuguesa). Poderia até "chutar" quais seriam essas "potências": Corinthians, São Paulo, Internacional, Cruzeiro e Flamengo (pela força da torcida e não pelas administrações, uma pior que outra). Times como Santos, Palmeiras. Grêmio e Vasco com muito esforço e muita organização (o que não vem acontecendo nos últimos anos) podem arrumar um cantinho (um mesmo, porque não tem lugar para mais de um) nessa "Elite". O resto... será resto mesmo. Times médios que muito raramente conseguirão algo. É apenas uma opinião. Daqui há 10 anos podem me cobrar...
Concordo, depende da situação! Por exemplo, quando tenho reunião com a pessoa mais querida da área é impossível ser otimista...rs
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